quarta-feira, 30 de julho de 2025

Lançamento do Livro: Mentes Conectadas: IA e as funções cognitivas - "Criatividade e tecnologias: sinergias na era da IA"






 "Criatividade e tecnologias: sinergias na era da IA", escrito por Ângela Maria Bissoli Saleme, Débora Ferreira Rios, Ivana de Oliveira Carvalho e Maria Esperança de Paula:

Criatividade e Inteligência Artificial: colaboração ou criação autônoma?

Vivemos uma era em que a criatividade humana e a inteligência artificial (IA) estão cada vez mais entrelaçadas. Mas será que as máquinas podem ser realmente criativas ou continuam sendo apenas ferramentas a serviço da mente humana?

Esse é o ponto central do estudo conduzido por professoras da UEMG, que investigaram como estudantes dos cursos de Psicologia e Pedagogia compreendem a criatividade e percebem a produção de autorretratos feitos manualmente e por meio da IA generativa Perfect. A pesquisa comparou as duas produções e analisou as percepções dos estudantes quanto à originalidade, expressividade, técnica e outros quesitos criativos.

IA criativa? Só até certo ponto

Embora a maioria dos estudantes (73%) considere que as máquinas podem ser criativas, o estudo mostra que essa "criatividade" é, na verdade, uma combinação sofisticada de dados humanos previamente inseridos nos sistemas. A IA não cria do zero nem com intencionalidade estética, política ou emocional. Ela apenas reorganiza padrões aprendidos por meio de algoritmos.

Criatividade humana: entre emoção, planejamento e expressão

Nas produções manuais, os estudantes mobilizaram memória, observação, planejamento e coordenação motora, revelando processos mentais complexos. Já nas imagens geradas pela IA, foi preciso ajustar comandos e refinar descrições para se aproximar do desejado mostrando que ainda é o humano quem define os rumos criativos.

Conclusão: sinergia, não substituição

O estudo conclui que, no estágio atual, a IA não substitui o criador humano. Em vez disso, atua como uma potente ferramenta de apoio, ampliando possibilidades técnicas e estéticas, mas sem substituir a criatividade genuína, que continua sendo um atributo exclusivo da mente humana.

A pesquisa foi realizada com estudantes da UEMG e utilizou o aplicativo Perfect para experimentos com imagens geradas por IA.


quinta-feira, 24 de julho de 2025

VÓRTICE-IA – Encontro de Conexões: Entre Filosofia, Neurociência e Práticas Docentes - 21 de julho



No encontro de hoje do Vórtice-IA, seguimos nossa caminhada criativa e investigativa em direção à construção de um curso de extensão rico em sentidos e possibilidades. Conhecemos mais profundamente a proposta do curso e compartilhamos reflexões que atravessaram a filosofia, a neurociência, as práticas pedagógicas e os afetos que movem nossos projetos coletivos.

Foi um momento de escuta atenta, trocas significativas e abertura ao novo. A partir desse encontro, damos início a uma etapa ainda mais criativa: pensar em textos, leituras, imagens inimaginéticas, atividades e experiências que possam dialogar com a comunidade acadêmica e provocar deslocamentos.

Nosso compromisso é com um curso que ultrapasse conteúdos prontos e abra caminhos para a invenção, o pensamento crítico e a sensibilidade. Um espaço de criação compartilhada que pulsa com potência.

Em breve, novas camadas do nosso Vórtice!


segunda-feira, 14 de julho de 2025

Desvendando os desafios da inteligência artificial na educação - Encontro 14 de julho


“Desvendando os desafios da inteligência artificial na educação”, de Janaina Santana da Costa et al., proporcionou uma reflexão crítica sobre o papel da inteligência artificial nos processos educativos. O texto apresenta uma análise que vai além do entusiasmo tecnológico, chamando atenção para a importância de se considerar os aspectos éticos, pedagógicos e sociais no uso dessas ferramentas nas instituições de ensino.

Ficou evidente que a IA pode contribuir de forma significativa, sobretudo na personalização do ensino, no acompanhamento de estudantes e na otimização de tarefas docentes. No entanto, o texto alerta para riscos relevantes, como a desumanização das relações pedagógicas, a vigilância excessiva e a ampliação das desigualdades educacionais, especialmente em contextos com acesso desigual à tecnologia.

Um ponto de destaque é a defesa da formação docente crítica. Não basta saber operar tecnologias — é necessário compreender seus impactos, fazer escolhas conscientes e assegurar que sua utilização esteja em sintonia com princípios pedagógicos emancipatórios. A docência deve manter seu caráter humano, sensível e reflexivo, mesmo diante de inovações tecnológicas.

A partir dessa leitura, compreendemos que a inteligência artificial não deve ser vista como substituta do professor, mas como uma ferramenta complementar que, se bem utilizada, pode potencializar práticas pedagógicas. Para isso, é fundamental manter o foco em uma educação humanizadora, inclusiva e comprometida com a formação integral dos sujeitos.

Texto n.1: COSTA, Janaina Santana da et. al. Desvendando os desafios da inteligência artificial na educação. In: FERREIRA, Claudienne da Cruz et al. (Orgs.) Educação e inteligência artificial: tecnologias, desafios e possibilidades. Formiga: MG, Editora Ópera, 2025. Cap. 2, p. 21-30