Criatividade e Inteligência Artificial: colaboração ou criação autônoma?
Vivemos uma era em que a criatividade humana e a inteligência artificial (IA) estão cada vez mais entrelaçadas. Mas será que as máquinas podem ser realmente criativas ou continuam sendo apenas ferramentas a serviço da mente humana?
Esse é o ponto central do estudo conduzido por professoras da UEMG, que investigaram como estudantes dos cursos de Psicologia e Pedagogia compreendem a criatividade e percebem a produção de autorretratos feitos manualmente e por meio da IA generativa Perfect. A pesquisa comparou as duas produções e analisou as percepções dos estudantes quanto à originalidade, expressividade, técnica e outros quesitos criativos.
IA criativa? Só até certo ponto
Embora a maioria dos estudantes (73%) considere que as máquinas podem ser criativas, o estudo mostra que essa "criatividade" é, na verdade, uma combinação sofisticada de dados humanos previamente inseridos nos sistemas. A IA não cria do zero nem com intencionalidade estética, política ou emocional. Ela apenas reorganiza padrões aprendidos por meio de algoritmos.
Criatividade humana: entre emoção, planejamento e expressão
Nas produções manuais, os estudantes mobilizaram memória, observação, planejamento e coordenação motora, revelando processos mentais complexos. Já nas imagens geradas pela IA, foi preciso ajustar comandos e refinar descrições para se aproximar do desejado mostrando que ainda é o humano quem define os rumos criativos.
Conclusão: sinergia, não substituição
O estudo conclui que, no estágio atual, a IA não substitui o criador humano. Em vez disso, atua como uma potente ferramenta de apoio, ampliando possibilidades técnicas e estéticas, mas sem substituir a criatividade genuína, que continua sendo um atributo exclusivo da mente humana.
A pesquisa foi realizada com estudantes da UEMG e utilizou o aplicativo Perfect para experimentos com imagens geradas por IA.

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